Devo confessar que não me lembro da actuação dela no executivo e a imagem que tinha dela era a de uma pessoa inteligente, respeitável, austera, agressiva, politicamente culta. Depois destes dias, um a um, foram caíndo adjectivos e pouco mais resta que o "respeitável" e, talvez, não por muito tempo.
21.5.08
No comments
Seria bom que a classe política se habituasse a responder a perguntas de jornalistas mesmo quando estas surgem em momentos que não lhes convêm. É que, se por um lado, os jornalistas pensam que lhe foi divinamente atribuída permissão para se intrometerem nas vidas das pessoas, por outro lado, os políticos parecem responder aos jornalistas como se fossem o Zé da esquina. Ora, acontece que não são e acontece também que, quando um jornalista faz uma pergunta está a fazê-lo em nome de um país e é essa pergunta que as pessoas muitas vezes gostaríam de perguntar mas não podem. Mais, os jornalistas, contratados por televisões, rádios, jornais ou websites têm alguma legitimidade democrática na medida em que trabalham para órgãos democraticamente sujeitos às leis do mercado com liberdade para fazerem o que bem entenderem com esse eleitorado (audiência) dentro das normas de um código deontológico.
20.5.08
16.5.08
Written on the wall
"A Stones show is enough fucking exercise. then I've got to go to bed with the old lady, bonka bonka. You know?"
Keith Richards - Uncut (Abril de 2008)
14.5.08
É do apelido
Parece que, entre Clintons, há alguma dificudade em perceber quando se está a foder e quando se está a ser fodido.
Afinal...
Alberto João Jardim não avança e apoia Pedro Santana Lopes. Esta gente faz tudo para tramar o ex-Primeiro Ministro.
Gasolina s/ chumbo 95
Não atestei o carro. Estou à espera do súbsídio de férias. Como estou a recibos verdes, talvez ainda demore...
13.5.08
13 de Maio
Chega o 13 de Maio como consequência do 8 de Maio. Estava capaz de ir a Fátima a pé se as promessas se cumprissem mesmo. Digo-o com o à vontade de quem sabe que um Deus omnipresente e omnisciente sabe perfeitamente que nunca seria capaz de o fazer.
Dizem agora ter ajuda psicológica aos peregrinos. Ajuda psicológica a quem espera milagres. Eu próprio não me lembraria de um grupo que necessitasse tanto de ajuda psicológica... A não ser, talvez, aqueles que já não acreditam em milagres de espécie alguma mas esses, mais do que de ajuda psicológica, precisam de um Moleskine.
E acreditando será melhor ir a Fátima antes (sabendo que quem paga adiantado fica mal servido) ou depois, correndo o risco de não parecer verdadeiramente fiel? E a fidelidade, medir-se-á, para efeitos de entrada no Reino dos Céus, aos passos? E seu eu der passos muito pequeninos? Ser-me-á concedido,a o menos, um desejo?
12.5.08
Meio segundo
Talvez nem tanto. Mas repete-se incessantemente na minha cabeça todos os dias. Talvez as coisas pudessem ter sido diferentes. Para melhor ou para pior. Sempre a mesma coisa. Sempre o tudo ou nada por um lado, ou a indecisão inglória que pesa na consciência por outro.
Ódio
É raro sentir ódio por alguém mas, no vosso caso, abro uma excepção. Que vos arranquem os dentes a sangue frio é o desejo deste vosso amigo.
4.5.08
2.5.08
Heavy Trash - Musicbox (01/05/2008)
Quando quiser uma aula de Rock'n'Roll pergunto ao Jon Spencer. Grande concerto num sítio devidamente atulhado de gente e cheio de fumo. É certo que não inova grande coisa, mas o que faz, fá-lo melhor que ninguém. A primeira parte, a cargo dos Power Solo oscilou entre o agradável e o chato mas depois, quando o Heavy Trash sobem ao palco, começa uma descarga de rock'n'roll à antiga com discursos meio Gospel, meio rockabilly com traços Baptistas. Do início ao fim, uma grande festa rockabilly.
I'm not here, I'm not there, I'm not anywhere

I'm not there, o novo biopic esquizo sobre sobre Bob Dylan, podia ter sido muito bom. A ideia das múltiplas personagens (principalmente a dos miúdo negro de 11 anos, a de Cate Blanchett e a de Heath Ledger) é genial e as interpretações (aqui, Cate Blanchett ganha de longe) são sempre óptimas. No entanto, o conceito do filme foi desperdiçado quando Todd Haynes tentou fazer com o filme aquilo que Dylan fez com muitas músicas, ou seja: contar uma história de forma que ninguém consiga perceber, palavra por palavra, aquilo que se está a dizer, mas que, ao mesmo tempo, toda a gente perceba na perfeição tudo o que está a ser dito. O exercício não é fácil (é precisamente a mestria com que Dylan o faz que faz de Dylan, Dylan) e aqui Haynes espalha-se ao comprido. Os abusos tentam passar por corajosas investidas num cinema crú (a cena que culmina com Dylan a vomitar é disso paradigma) mas não passam disso, abusos. No meio de toda a confusão, Haynes parece ter algum receio da crítica e zás, estraga tudo ao tentar manter um fio condutor que tentar atribuir lógica a uma cadeia de acontecimentos completamente caótica.
Arquivar ao lado de todos os New Dylans que poderíam ter sido tanta coisa mas que nunca foram coisa alguma.
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