31.3.08

Chega a casa, tira as calças de ganga, veste as calças de tecido. Está pronto para mais uma semana de trabalho.

29.3.08

Bajulam, lambem botas, beijam traseiros mas recebem a tempo e eu não. Parece que para isso se tem que ir ao café buscar almoço para a patroa e dar-lhe o nosso lugar para ela se sentar a comer enquanto tecemos rasgados elogios à sua indumentária.

18.3.08

Vazio

Não sei se tenho fome ou se estou deprimido.

Calma...

Não vale a pena ter pressa. Todos os eventos, mesmo os mais insignificantes acabam por nos conduzir a um estado de pura ignorância e desespero. Portanto, mais cedo ou mais tarde, lá chegaremos.

11.3.08

1 ano

Passou despercebido. Só hoje me apercebo que o blog fez um ano no passado dia 1. Parabéns a ele. 565 posts. Uns deprimidos, outros suicidas... Mas sempre depressivos.

10.3.08



A caminho do trabalho, num dia de chuva, com a cabeça demasiado vazia e o peito demasiado angustiado.

6.3.08

Sinceridade

Mas também... Será que uma pessoa como eu merecería mais?

Faz-te à vida

Está bem. Mas como? O que é que é preciso, de facto, fazer? Agitar os braços no ar? Arreganhar os dentes e dizer "Cá vai disto!"? Soltar um ruidoso "Jerónimo!"? Não... O acto de se fazer à vida é uma prova de fundo, esforço contínuo e, tal como a Maratona é interdita aos fracos de coração, o Fazer-se à vida é interdito aos fracos de espírito.
Nós, os fracos, por razões óbvias, não somos falhados.

5.3.08

Apocalypse any time soon

Sabem, como se pudesse acontecer a qualquer momento e fosse constantemente adiado.

4.3.08

I'm tired of runnin' 'round lookin' for answers to questions that I already know



I'm goin' down to the Greyhound Station, gonna get a ticket to ride
Gonna find that lady with two or three kids and sit down by her side
Ride 'til the sun comes up and down around me 'bout two or three times
Smokin' cigarettes in the last seat
Tryin' to hide my sorrow from the people I meet

And get along with it all
Go down where the people say "y'all"
Sing a song with a friend
Change the shape that I'm in,
And get back in the game,
And start playin' again

I'd like to stay but I might have to go to start over again
Might go back down to Texas, might go to somewhere that I've never been
And get up in the mornin' and go out at night
And I won't have to go home
Get used to bein' alone
Change the words to this song
Start singin' again

I'm tired of runnin' 'round lookin' for answers to questions that I already know
I could build me a castle of memories just to have somewhere to go
Count the days and the nights that it takes to get back in the saddle again
Feed the pigeons some clay
Turn the night into day
Start talkin' again, when I know what to say

I'm goin' down to the Greyhound Station, gonna get a ticket to ride
Gonna find that lady with two or three kids and sit down by her side
Ride 'til the sun comes up and down around me 'bout two or three times
Smokin' cigarettes in the last seat
Tryin' to hide my sorrow from the people I meet
And get along with it all

Go down where the people say "y'all"
Feed the pigeons some clay
Turn the night into day
Start talkin' again
When I know what to say
When the promise is broken you go on living
But it steals something from down in your soul
Like when the truth is spoken and it doesn't make a difference
Something inside turns cold

Sub-mundo

É como se nós, os falhados, andássemos num sub-mundo subterrâneo, frio, escuro e bolorento preocupados com pequenas merdinhas ("era porreiro que o dinheiro durasse até ao fim do mês...") enquanto que, lá em cima, os outros se passeiam alegremente alheios às miséria subterrâneas. É que o chão que nos divide é um espelho unidireccional: os de baixo conseguem ver os de cima mas os de cima só se conseguem ver a si próprios.
Antigamente andava preocupado com esse povo subterrâneo mas por estes dias, se me visse à superfície, passava a vida a olhar para baixo com um sorriso filho da puta, certo que alguém, naquele preciso momento olhava para cima com inveja.